terça-feira, agosto 15, 2006

Para depois das veias abertas...

O escritor uruguaio Eduardo Galeano criticou o avanço da produção de soja transgênica e de celulose, ao considerá-las "salva-vidas de chumbo" para os países da América Latina, em uma coluna publicada nesta terça-feira no jornal Página/12 de Buenos Aires.

"As empresas prometem o melhor. Empregos em abundância, investimentos milionários, controles rigorosos, ar puro, água limpa, terra intacta. E nos perguntamos: Porque não instalam estas maravilhas em Punta del Este?", ironizou Galeano se referindo ao famoso balneário uruguaio.

O autor de "As Veias Abertas da América Latina" mencionou "Argentina, Brasil e outros países latino-americanos" como os principais afetados pela "febre da soja", pelos "preços tentadores e pelos enormes ganhos" e não poupou o presidente Lula de críticas.

"A Argentina é, há algum tempo, o segundo produtor mundial de transgênicos, depois dos Estados Unidos. No Brasil, o governo Lula executou uma dessas piruetas que pouco favor fazem à democracia e disse sim à soja transgênica, embora seu partido tenha dito não durante toda a campanha eleitoral", lamentou. Release Agência AFP, 15-08-06.

domingo, agosto 13, 2006

BNDES anuncia financiamento de R$1,7 bilhão para Klabin

Brasília - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará 1,7 bilhão de reais do projeto de ampliação da capacidade de produção da unidade da Klabin em Monte Alegre, no Paraná, anunciou nesta terça-feira o presidente da instituição.

"Este projeto da Klabin tem um caráter emblemático porque é o quinto maior financiamento do BNDES em toda a sua história", disse o presidente do BNDES, Demian Fiocca, a jornalistas, depois de se reunir com diretores da empresa e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O projeto de ampliação da capacidade de produção da unidade da Klabin em Monte Alegre está orçado em 2,6 bilhões de reais. O financiamento do BNDES cobrirá, portanto, 65,9 por cento do total.

Segundo a Klabin, a unidade de Monte Alegre é a maior fábrica de papel do Brasil e o projeto elevará sua capacidade produtiva de 700 mil toneladas para 1,1 milhão de toneladas anuais, o que a deixará entre as 12 maiores fábricas de papel do mundo. A previsão para a conclusão do projeto é final de 2007. A Klabin encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de 97,8 milhões de reais, alta de 8,5% em relação ao mesmo período de 2005.

O Brasil é o sétimo maior produtor de celulose do mundo. Em 2005, segundo comunicado divulgado pelo BNDES em Brasília, a indústria de papel e celulose registrou um superávit comercial de 2,5 bilhões de dólares. A estimativa é de que o setor repita em 2006 o resultado comercial obtido no ano passado. Release Reuters, 08-08-06.

Incêndio afeta a maior fábrica de celulose da Ásia

A maior fábrica de celulose da Ásia, pertencente a uma das principais multinacionais do setor, na cidade de Ningbo, na província de Zhejiang, no leste da China, se incendiou hoje, informou a agência "Xinhua", que não informou sobre vítimas.

O fogo, que começou às 6h (19h de segunda-feira, em Brasília) está "sob controle", segundo os bombeiros. A fábrica pertence à empresa indonésia Asia Pulp and Paper (APP), criticada em 2005 por grupos ambientalistas por desmatamentos ilegais em florestas da China, na província de Yunnan, no sul. Ainda não há cálculos de prejuízos nem do possível dano ambiental causado pelo acidente. Release Agência EFE, 07-08-06.

Suzano mantém interesse em controlar Portucel apesar de ruptura com Sonae

A Suzano mantém o interesse em controlar a Portucel, apesar da ruptura da parceria com a Sonae que levou à venda da sua posição na empresa de pasta e papel nacional, disse Bernardo Szpigel, administrador financeiro da Bahia Sul, subsidiária da Suzano para o setor de pasta e papel.

A empresa de Belmiro de Azevedo vai comprar os 49,99% da Suzano na Portucel por 136,24 milhões de euros, depois da empresa brasileira ter afirmado que o novo modelo de privatização da empresa trava os objetivos iniciais do grupo. No entanto, a Suzano pretende continuar a aproveitar, oportunidades de internacionalização, revelou Szpigel, acrescentando que não estamos negando o interesse em controlar a Portucel.

A mesma fonte desconhece ainda o meio para o concretizar, mas vai continuar a acompanhar este processo que ainda não terminou. O administrador financeiro e responsável pela relação com investidores da subsidiária da Suzano explicou que o pressuposto da parceria com a Sonae era o de controlo conjunto da Portucel, condição essa garantida por decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros.

Contudo, a mudança de Governo também implicou a alteração do modelo de privatização da Portucel que nega o controle acionista a um único acionista, estando o mesmo na posse de três acionistas com o Estado. A nova modelagem não vai ao encontro dos nossos objetivos iniciais, afastando-se da estratégia da Suzano/Bahia Sul, referiu a mesma fonte em declarações telefonicas. A ruptura do acordo com a Sonae não significa, no entanto, um afrouxamento da ligação com o grupo português, assegurou o mesmo responsável. A decisão foi tomada em comum acordo e caberá à Sonae definir a sua estratégia nesta questão, afirmou Bernardo Szpigel. Release Jornal de Negócios Online, 07-08-06.

Suzano lança pacote de ações de marketing para distribuidores

São Paulo - A Suzano Papel e Celulose anunciou o lançamento um pacote de ações de marketing junto aos distribuidores da linha Report para ampliar a distribuição nacional e ganhar participação no mercado brasileiro. Com a iniciativa a Suzano pretende reforçar a relação dos distribuidores da linha Report com seus clientes, papelarias e empresas, por meio de pacotes de serviços exclusivos e diferenciados.

A proposta é investir na marca Report para criar percepções diferenciadas do produto em paralelo com agressivo trabalho de ampliação da malha de pontos de vendas. Com essa estratégia, a Suzano pretende ampliar o modelo de negócios, conquistando canais alternativos de comercialização.

Entre as ações programadas pela companhia para o semestre estão a Campanha de Incentivo Report, com prêmios em dinheiro; o Arrastão nas Papelarias, com promotores visitando os pontos de vendas; a distribuição de kits promocionais para lojas, incluindo cartazes, wobblers, prêmios, urna e cupons, entre outros; a promoção Tapa na Papelaria e a promoção Taylor Made, que prevêem melhorias na estrutura da papelaria e do distribuidor, respectivamente; além da distribuição de material de merchandising para papelarias, anúncios nas revistas dos clientes, newsletter, envio de mala direta, campanha de mídia trade e a participação na Feira Escolar. Release Consumidor Moderno, 05-08-06.

Uruguai teme represália argentina por crise de fábricas de papel

Montevidéu - O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, disse que seu governo tem entre suas hipóteses que a Argentina corte o abastecimento de gás ou eletricidade ao pequeno país por causa de um conflito pela instalação de duas fábricas de papel. A Argentina teme que as plantas que duas empresas européias instalam na margem uruguaia de um rio fronteiriço contaminem a região.

O governo do presidente Néstor Kirchner permitiu no verão passado que ambientalistas bloqueassem intermitentemente uma passagem na fronteira como forma de protesto contra as plantas, algo que segundo o governo uruguaio causou perdas de cerca de 400 milhões de dólares ao país. Nos protestos, os ambientalistas argentinos também pedem que seu governo tome outras medidas mais duras como forma de pressionar o país vizinho para que paralise as obras das empresas Ence, da Espanha, e Botnia, da Finlândia.

"O que acontece se nos cortarem o gás ou a energia elétrica, se nos bloquearem possíveis empréstimos internacionais? Tudo isto devemos estudar e estar uma jogada adiante", disse Vázquez em uma entrevista publicada na sexta-feira na mídia local. Na entrevista, Vázquez descartou que a diferença chegue ao extremo de uma agressão bélica. A Argentina levou o conflito ambiental entre os países à Corte de Haya por entender que o Uruguai violou um tratado bilateral ao permitir a instalação das plantas sem consulta prévia.

Já o Uruguai levou o caso dos bloqueios fronteiriços a um tribunal do Mercosul, união aduaneira que ambas as nações integram junto com Brasil, Paraguai e Venezuela. O governo uruguaio defende os empreendimentos das empresas européias, cujo investimento será de 1,7 bilhão de dólares, argumentando que as companhias utilizarão a melhor tecnologia disponível. Release Reuters, 04-08-06.

Arauco e Stora Enso na disputa para fechar a compra da Vinson

São Paulo - A chilena Arauco e a sueco-finlandesa Stora Enso são os nomes mais cotados para adquirir a Vinson Indústria de Papel Arapoti, antiga Inpacel, segundo funcionários da unidade. A finlandesa UPM e um fundo de pensão norte-americano também sondaram a International Paper (IP) sobre a possibilidade de negócio.

A Stora Enso estaria interessada em comprar a fábrica e a base florestal da empresa localizada em Arapoti (PR), mas não pretende adquirir a serraria que também está vinculada à Vinson. A Arauco, por sua vez, estaria interessada na serraria e na base florestal, mas não deseja incluir a unidade fabril no acordo. A definição do negócio acontecerá até o final de outubro, segundo anunciou a IP, controladora da Vinson. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Papel, Papelão, Cortiça e Área de Reflorestamento de Arapoti, Nelson Luiz Bonardi, revela que a demora da IP em definir o comprador da Vinson causa insegurança entre os funcionários. Ele destaca que o pior cenário para os trabalhadores é a compra dos ativos por donos diferentes, o que poderia acarretar em um número maior de demissões.

A venda dos ativos de forma isolada, no entanto, é considerada a possibilidade mais viável por um analista que prefere não se identificar. “Algumas empresas que estariam interessadas na Vinson já investiram em serrarias no passado e não deram continuidade aos projetos”, lembra. Por outro lado, os principais grupos do setor, tanto nacionais quanto estrangeiros, estão ampliando suas bases florestais no País, o que torna interessante a compra da base florestal da Vinson. Desde que anunciou seu plano de transformação, há um ano, a International Paper vendeu sua participação na Carter Holt Harvey Limited e negocia a venda de 2,3 milhões de hectares de florestas nos Estados Unidos e operações de papéis revestidos e do tipo Kraft. Com isso, pretende faturar aproximadamente US$ 9,3 bilhões. Bonardi ressalta que a demora em definir a venda da Vinson já afetou as atividades da empresa. “O plantio de mudas ficou paralisado entre novembro de 2005 e janeiro deste ano e só foi retomado após a reivindicação dos funcionários”, diz. Por outro lado, ele lembra que a produtividade por parte dos funcionários está mantida. “Nós já trabalhamos com um quadro bastante enxuto, por isso não acreditamos em uma nova onda de demissões”, diz Bonardi. A Vinson produz cerca de 560 toneladas de papel couchê de baixa gramatura por dia e possui 53 mil hectares em florestas.Procuradas pela reportagem, a Stora Enso e a IP não comentaram sobre o assunto. A Arauco também foi procurada, mas não se pronunciou. Release DCI, 02-08-06.

International Paper espera vender Vinson em até 90 dias

Nova York - A empresa norte-americana de papel e embalagens International Paper afirmou ontem que espera vender a unidade brasileira Vinson, antiga Inpacel, nos próximos 90 dias, como parte de seus planos de desinvestimentos que podem superar 11 bilhões de dólares.

Até agora, a reestruturação de seus ativos já lhe rendeu mais de 9 bilhões de dólares e incluiu a venda de florestas nos Estados Unidos por 6,1 bilhões de dólares. A Vinson é a única fábrica de papel couché de baixa gramatura da América do Sul e fica localizada no Paraná. A empresa avalia também o que fazer com o projeto e a área florestal de Três Lagoas (MS).

Sua expectativa é tomar uma decisão até o final do ano. O investimento previsto durante o período de implantação é da ordem de 1,5 bilhão de dólares e a IP aplicou 25 milhões de dólares no ano passado nos estudos preliminares do projeto.

A VCP já afirmou que tem interesse nos ativos da IP e está analisando as oportunidades. A IP, dona da marca Chamex, divulgou nesta terça-feira alta de 50 por cento no lucro do segundo trimestre, para 115 milhões de dólares, por conta do aumento dos preços de papéis, mas alertou sobre a desaceleração da economia. Release Reuters, 01-08-06.

International Paper espera vender Vinson em até 90 dias

Nova York - A empresa norte-americana de papel e embalagens International Paper afirmou ontem que espera vender a unidade brasileira Vinson, antiga Inpacel, nos próximos 90 dias, como parte de seus planos de desinvestimentos que podem superar 11 bilhões de dólares.

Até agora, a reestruturação de seus ativos já lhe rendeu mais de 9 bilhões de dólares e incluiu a venda de florestas nos Estados Unidos por 6,1 bilhões de dólares. A Vinson é a única fábrica de papel couché de baixa gramatura da América do Sul e fica localizada no Paraná. A empresa avalia também o que fazer com o projeto e a área florestal de Três Lagoas (MS).

Sua expectativa é tomar uma decisão até o final do ano. O investimento previsto durante o período de implantação é da ordem de 1,5 bilhão de dólares e a IP aplicou 25 milhões de dólares no ano passado nos estudos preliminares do projeto.

A VCP já afirmou que tem interesse nos ativos da IP e está analisando as oportunidades. A IP, dona da marca Chamex, divulgou nesta terça-feira alta de 50 por cento no lucro do segundo trimestre, para 115 milhões de dólares, por conta do aumento dos preços de papéis, mas alertou sobre a desaceleração da economia. Release Reuters, 01-08-06.

Preços ajudam e International Paper tem lucro maior no 2o tri

Nova York - A International Paper divulgou na terça-feira lucro maior no segundo trimestre, ajudado por aumento de preços de produtos. A companhia teve lucro de 115 milhões de dólares, ante 77 milhões de dólares um ano antes. A empresa teve vendas de 6,3 bilhões de dólares no segundo trimestre, ante estimativa média de 5,788 bilhões de dólares obtida junto a analistas consultados pela Reuters. No mesmo período do ano passado, a companhia atingiu um faturamento de 5,9 bilhões de dólares.

A IP passa por uma ampla reestruturação desde julho de 2005, vendendo ativos florestais e duas unidades de papel para se concentrar em embalagens e papel para copiadoras.
Em 13 de julho, a companhia informou que espera tomar até o final deste ano decisão sobre a venda da unidade de produção de maneira de Três Lagoas (no Mato Grosso do Sul) e também está revendo uma série de investimentos feitos no Brasil. Release Reuters, 01-08-06.

Aprovada compra da Celbi pela Altri

A Autoridade da Concorrência (AdC) autorizou a aquisição pela Altri do controlo exclusivo da Celulose Beira Industrial (Celbi), de acordo com uma nota divulgada no site da entidade reguladora.

Na segunda-feira, o conselho da AdC decidiu "não se opor à presente operação de concentração, uma vez que a mesma não é susceptível de criar ou reforçar uma posição dominante da qual possam resultar entraves significativos à concorrência efectiva".

A nota da AdC acrescenta que não está em causa a concorrência "no mercado nacional da gestão de florestas, no mercado nacional da produção de energia eléctrica e no mercado da pasta da papel", no território português. A venda da Celbi, detida pela StoraEnso, à Altri, foi anunciada a 8 de Junho, num negócio que ascendeu a 428 milhões de euros. Release SIC Online, 01-08-06.

Logística florestal tem demanda maior

São Paulo. A operadora logística Binotto tem planos de investir, nos próximos dois anos, em um terminal portuário próprio em São Francisco do Sul (SC), visando embarcar madeira e também auxiliar a Scania em seu projeto com biodiesel. Através desse mesmo braço especializado em logística ambiental — que representa um terço de um faturamento que deve chegar a R$ 420 milhões este ano —, a empresa fechou recentemente contrato para gerir os pátios de armazenagem da Duratex. Empresas como a Binotto, que nasceu há 42 anos transportando madeira de Santa Catarina para Brasília, estão ampliando suas áreas de atuação e vendo aumentar a demanda por serviços com base no crescimento dos negócios que envolvem atividades florestais no Brasil, puxados principalmente pelas indústrias de papel e celulose. Com contrato assinado para realizar operações à Duratex, por exemplo, a empresa ficará responsável pelos serviços de atividades florestais da companhia. “É um contrato recente; fechamos na última semana”, revela Cleber Silveira de Carvalho, gerente de marketing. O contrato prevê, além do transporte de madeiras, o plantio de mudas, corte, armazenamento e distribuição.

O investimento de US$ 70 milhões em um terminal próprio no porto catarinense também é exemplo de diversificação. “Diversificar no modal logístico com o ingresso no portuário e no transporte internacional é uma forma de ampliar os negócios”, conta. A previsão é de que até 2010 a empresa chegue a R$ 1 bilhão em faturamento. Este ano, deverá crescer 17% e chegar a R$ 420 milhões. A empresa atende 68 grandes clientes como Suzano, Klabin, Eucatex e Aracruz. O Grupo Gafor, com departamento especializado em logística ambiental, lucra com a demanda maior e está investindo R$ 22 milhões na execução de operações logísticas — R$ 16 milhões com a Companhia Vale do Rio Doce e R$ 6 milhões com a Aracruz. A partir do contrato assinado com a Vale, a empresa ingressa na cadeia de suprimentos do setor siderúrgico, sendo responsável pela execução de duas operações no chamado projeto Ferro-Gusa Carajás. A primeira consiste na logística florestal em Imperatriz e Açailândia, no Maranhão. A Gafor recolherá eucaliptos no campo para alimentar as unidades de carvão vegetal. A operação deve movimentar 1,17 milhão de toneladas de madeira por ano e exigirá 14 composições bitrens autocarregáveis. A segunda etapa é transportar o carvão vegetal para a siderúrgica da Vale localizada em Marabá (PA), tarefa que contará com 19 caminhões-baú e movimentar 226,3 mil toneladas/ano. Já para a Aracruz Celulose, a empresa passa a administrar três depósitos no Espírito Santo. Receberá e armazenará fertilizantes, agroquímicos e mudas de eucalipto. Por conta dos contratos, fecha o ano faturando R$ 400 mi. Release DCI, 01-08-06.

Solução possível

Montevidéu. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, explicou hoje porque as reuniões da semana passada em Córdoba com o seu colega argentino, Néstor Kirchner, foram úteis para "retomar o diálogo" em busca de soluções para o conflito bilateral pelas fábricas de celulose. Vázquez considerou positivos os resultados das conversas com Kirchner por ocasião cúpula dos presidentes do Mercosul, assim como as mantidas pelo chanceler Reinaldo Gargano com o seu par Jorge Taiana.

"Creio que tudo caminhará muito bem (...) e agora as chancelarias, pelo diálogo, buscarão soluções concretas", disse Vázquez aos jornalistas na cidade de Melo, 387 quilômetros a nordeste de Montevidéu, onde se reuniu hoje o Conselho de Ministros. Na sexta-feira os chefes de Estado dos dois países se reuniram separadamente, antes da plenária dos mandatários, em um encontro que se considerou como o retorno das conversações sobre a divergência pelas fábricas de celulose.

Depois da reunião com Kirchner, Vázquez afirmou que combinaram que entre os países sempre haverá diálogo e acrescentou que as diferenças "são temporárias e conjunturais". O chanceler Gargano confirmou ao voltar para Montevidéu que haverá diálogo entre os dois países, comentando que "isso foi o conversado e acertado". Os empreendimentos da finlandesa Botnia e da espanhola Ence, na fronteira com o rio Uruguai, perto de Fray Bentos, 309 quilômetros a noroeste da capital, provocaram um dos maiores conflitos diplomáticos entre os dois países, que a Argentina inclusive apresentou perante a Corte Internacional de Justiça de Haia. A medida cautelar da Argentina para parar as obras foi negada por 14 votos a um dos integrantes do Tribunal, mas neste âmbito se mantém a solicitação pelo eventual impacto negativo dos empreendimentos sobre o meio-ambiente.

Vázquez reuniu hoje pela oitava vez o seu Conselho de Ministros no interior do país para explicar a Prestação de Contas correspondente a 2005 e o projeto orçamentário para 2007. O chefe de Estado julgou necessário se acostumar ao "trabalho aberto" com a população: "O governo expõe o que faz e os cidadãos dizem o que acham da situação". ANSA Latina, 24-07-06.

Suzano pode fazer oferta de US$ 400 milhões

São Paulo - A Suzano Papel e Celulose pode realizar uma oferta de ações de cerca de US$ 400 milhões até o final o ano, de acordo com o banco de investimentos Merrill Lynch. O banco menciona observações feitas pela própria gerência da companhia, que "aparenta estar mudando sua percepção sobre uma possível oferta, como Bernardo Szpigel (diretor financeiro) disse, "uma oferta primária já é possível, mas não está definida ainda".

O relatório do banco destaca que é grande a possibilidade de oferta de ações ordinárias. "A família Feffer, controladora da empresa, detém 59 milhões de ações ON que poderiam ser vendidas a minoritários. Buscando maximizar o valor desta oferta potencial, a gerência deve considerar dar tag-along completo aos acionistas minoritários."


Segundo o banco, o diretor comercial para Celulose, Rogério Ziviani, destacou que as perspectivas para o terceiro trimestre estão melhores do que as esperadas previamente dado que a demanda internacional permanece forte e que haverá perda de capacidade obsoleta. Outro ponto destacado é que o aumento de oferta ocasionado pela entrada de novos produtores chilenos não impactará o mercado até o início de 2007.

Ainda de acordo com ML, a companhia anunciou que espera uma melhora nos preços do papel no mercado doméstico já no terceiro trimestre. No entanto, números não foram comentados.
Szpigel também afirmou que as sinergias com a Ripasa, empresa recentemente adquirida em conjunto com a VCP, ainda não foram completamente atingidas. Release InvesteNews, 21-07-06.

Analistas interpretam fraco desempenho da Klabin no segundo trimestre

São Paulo - As corretoras Ágora e Fator e o banco de investimentos Pactual divulgaram hoje suas análises a respeito dos resultados da Klabin referentes ao segundo trimestre.Os números da empresa de papel e celulose vieram fracos, conforme estimativa do Pactual e abaixo do projetado pelas duas corretoras.

Como justificativa para tanto, vendas decepcionantes e custos elevados. O aumento dos custos dos produtos vendidos pela Klabin foi citado por todos os analistas em pauta. Esse ônus foi causado por insumos mais caros, pela compra imprevista de energia elétrica da Copel e pela manutenção da fábrica de Monte Alegre. Apesar do fraco desempenho trimestral, os analistas continuam a apostar no futuro da empresa. Otimismo baseado na tendência de alta do preço do kraftliner no mercado internacional. Release Infomoney, 20-07-06.

Com vendas menores, receita financeira elevou lucro da Klabin no 2º trimestre

São Paulo - Apesar de ter apresentado queda na produção, receitas e geração de caixa no segundo trimestre deste ano, a Klabin obteve lucro líquido 8,5% superior ao registrado entre abril e junho do ano passado. Isso graças a uma receita financeira de R$ 6 milhões apresentada nos três meses findos em junho, ao passo que, em igual intervalo de 2005, a empresa havia registrado uma despesa financeira de R$ 64 milhões.

A diferença provém justamente da variação cambial do período. Entre abril e junho de 2005, o dólar mais valorizado encareceu a dívida da companhia, o que não aconteceu este ano, após uma valorização importante do real sobre a moeda americana. Além do câmbio, uma reversão de PIS/Cofins também inflou o resultado financeiro da Klabin, segundo informou hoje seu diretor de relações com investidores, Ronald Seckelmann.

O executivo apontou o câmbio como o principal motivador da queda de 7,3% na receita líquida da companhia, que fechou o segundo trimestre em R$ 667,3 milhões. Segundo ele, o dólar barato, apesar de ajudar a reduzir a dívida em reais, também derrubou as receitas de exportação da Klabin, cujas vendas ao exterior representam 38,1% do total. No entanto, Seckelmann acredita que no segundo semestre poderá haver uma recuperação no desempenho operacional da companhia. "Daqui pra frente, a visão é otimista", enfatizou o executivo, que enxerga na elevação dos preços do papel " kraft " (principal produto de exportação da companhia) e no aquecimento da demanda interna, a possibilidade de crescimento nas vendas e, conseqüentemente, nas receitas.

Ao final do segundo trimestre deste ano, a Klabin obteve lucro líquido de R$ 97,8 milhões, com queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes dos impostos, amortizações e depreciações) caiu 29,2% no mesmo período, para R$ 169,2 milhões. Release Valor Economico, 20-07-06.

Sem surpresas, desempenho operacional da Klabin mostra deterioração no 2º trimestre

São Paulo - A Klabin, maior produtora integrada de papel e celulose do país, cujo foco das operações está voltado para a produção e comercialização de embalagens, ou kraftliner, publicou nesta quinta-feira, dia 20 de julho, os seus demonstrativos financeiros relativos os segundo trimestre deste ano. De uma maneira geral, os números apresentados não surpreenderam os analistas, que já projetavam deterioração do volume de vendas e desempenho operacional.

O volume de vendas no segundo trimestre deste ano, sem incluir madeira, atingiu 340,5 mil toneladas, 5% inferior em relação ao mesmo período de 2005. Os pontos que influenciaram a deterioração do desempenho operacional da empresa, destaque para o crescimento do custo dos produtos vendidos, influenciado pela parada programada para manutenção na fábrica de Monte Alegre e maiores gastos com energia. O câmbio também teve influência, assim como a conta outros, cujos maiores gastos não foram especificados. Release Infomoney, 20-07-2006.

Dívida da Suzano em reais deve chegar a 50% do total, diz diretor

São Paulo - A parcela do endividamento da Suzano Papel e Celulose denominada em moeda local deverá atingir 50% da dívida total. De acordo com o diretor de relações com investidores, Bernardo Szpigel, a fatia crescerá em virtude dos investimentos na duplicação da unidade de Mucuri (BA), que estão sendo parcialmente financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Banco do Nordeste e por agências de crédito à exportação.

Segundo o executivo, será uma dívida de longo prazo, já que as condições desses financiamentos prevêem vencimento em 12 anos, sendo três de carência. "Não haverá nada no curto prazo", enfatizou Szpigel. Ao final do segundo trimestre deste ano, 60% da dívida da Suzano estava alocada em moeda estrangeira, ficando os 40% restantes, em reais. Incluídos os resultados da Ripasa, recentemente adquirida pela Suzano em parceria com a VCP, o endividamento da companhia representa 2,8 vezes o seu Ebitda (lucro antes dos impostos, amortizações e depreciações). Apesar do crescimento da dívida - o projeto de Mucuri está orçado em US$ 1,3 bilhão -, o diretor fez questão de salientar que trata-se de um investimento ligado à geração de caixa, já que a nova unidade, quando estiver operando, irá fortalecer as receitas da companhia.

O mesmo acontece com a Ripasa, cuja incorporação de 50% (parte da Suzano) de sua geração de caixa derrubou a relação dívida/Ebtida de 3,5 vezes para a atual 2,8 vezes. A dívida atrelada a moeda estrangeira teve grande importância nos resultados da Suzano no segundo trimestre, quando a companhia apresentou queda de 60% em seu lucro líquido, com R$ 103,3 milhões. O recuo de 11,8% na cotação do dólar no segundo trimestre de 2005 barateou a dívida da Suzano, o que acabou refletido em seus ganhos. Já entre abril e maio deste ano, a moeda norte-americana ficou praticamente estável, fazendo com que a base de comparação entre os dois trimestres ficasse desproporcional. Release Valor Economico, 19-07-2006.

Empresas pagam fatura do encerramento da ponte

Lisboa. Depois dos políticos chegou a vez das empresas que laboram na região reivindicarem uma rápida solução para a ponte de Constância, interditada desde dia 2 a veículos com peso superior a 15 toneladas. As repercussões economico-financeiras do encerramento da ponte sobre o Tejo na zona de Constância a pesados com peso superior a 15 toneladas vão começar a sentir-se em breve.

Quem o afirma são as empresas sedeadas na região, que começam já a fazer contas à vida. As duas alternativas mais próximas de atravessamento do rio Tejo (Rossio ao Sul do Tejo e Chamusca) ficam ambas a cerca de 20 quilometros da velha ponte de Constância. E com o preço do disel todos os dias a bater recordes, alguém vai ter de pagar a fatura.

Para já, os custos estão do lado dos fornecedores de matérias-primas, mas não tarda nada a que estes os venham a repercutir nas empresas. E estas, num mercado gerido pela competitividade, vão ter também de o repercutir no produto final. As empresas contactadas esperam que a actual situação se resolva a curto prazo e que a reparação da ponte (ou construção de uma nova travessia) seja feito no mais curto espaço de tempo. Porque tempo é dinheiro.

Cinquenta camiões por dia atravessam o Tejo para deixar material na fábrica da Mitsubishi, no Tramagal, ou para levar produto acabado da empresa até ao cliente final. Grande parte da produção é expedida por via marítima mas, como diz um dos administradores da empresa, até chegar ao mar há muita estrada a percorrer. O transporte dos produtos químicos utilizados no processo de fabrico da pasta de papel da Celulose do Caima levam anualmente 1.130 caminhões a atravessar o rio Tejo. Um número pequeno se se tiver em conta que, para a mesma empresa, seguem o mesmo percurso 16.400 veículos pesados de transporte de madeiras. Há ainda os 3.700 camiões que anualmente transportam produto acabado (pasta de papel), os 550 caminhões/ano para a central de biomassa e 350 caminhões com outro tipo de materiais, nomeadamente resíduos.

Em média, contas feitas pelo director fabril da Celulose do Caima, Bandeira Tavares, são 80 caminhões que atravessavam diariamente a ponte de Constância, situada mesmo ao lado da fábrica, e que agora têm de dar uma volta acrescida de 20 quilómetros para ficarem na margem certa do rio. “O director fabril da Companhia de Celulose do Caima não augura nada de bom para o futuro economico da região se a ponte se mantiver por muito tempo encerrada a veículos com mais de 15 toneladas”

Apesar de afirmar que para já os custos estão do lado dos fornecedores, o diretor fabril da Companhia de Celulose do Caima, Bandeira Tavares, não augura nada de bom para o futuro economico da região se a ponte se mantiver por muito tempo encerrada a veículos com mais de 15 toneladas. “O impacto desta interdição sobre as condições do mercado vão ser grandes”, afiança, referindo-se por exemplo aos fornecedores de madeira que já falam em subir o preço da matéria-prima.

Se isso acontecer, alerta o director fabril da Caima, haverá maior dificuldade em colocar produtos e os preços vão disparar. “A região fica penalizada em termos economicos”.
“Mais do que o custo financeiro o que nos preocupa é o custo da interioridade”, refere o administrador da Mitsubishi, Jorge Rosa, preocupado com as cada vez menores acessibilidades à sua empresa.


“Se estar no Tramagal já não é um factor de competitividade, com esta interdição ficamos com problemas acrescidos”, diz o responsável. Que ironicamente diz que “qualquer dia temos que ir a Badajoz para chegar ao Tramagal”, referindo-se ao previsto encerramento, para obras, das pontes do Rossio ao Sul do Tejo e Chamusca. Que atualmente funcionam como alternativas à ponte de Constância. Release O Mirante, 19-07-2006.

Lucro da Suzano Papel e Celulose despenca no 2º trimestre

São Paulo - A Suzano Papel e Celulose divulgou na quarta-feira lucro de 103,35 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, queda de 60 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impactado pelo câmbio e por aumento de despesas administrativas.

No primeiro trimestre, a companhia obteve lucro de 152,2 milhões de reais. Entre abril e junho, a geração de caixa medida no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) foi de 219 milhões de reais, em comparação com 227,6 milhões de reais no segundo trimestre do ano passado. A receita líquida da companhia no segundo trimestre somou 652,5 milhões de reais, alta em relação aos 619,14 milhões de reais obtidos um ano antes e maior também em comparação aos 584 milhões de reais do primeiro trimestre.

"A moeda norte-americana fechou o trimestre cotada a 2,16 reais e a cotação média foi de 2,18 reais, inferior em 12 por cento ao registrado no segundo trimestre de 2005", informou a Suzano em comunicado ao mercado. Com isso, o efeito positivo de 198,3 milhões de reais obtido com variação cambial no segundo trimestre de 2005, foi reduzido a 8,1 milhões de reais este ano.
O volume de vendas de papéis para o mercado interno cresceu 10,6 por cento em comparação ao segundo trimestre de 2005 e 5 por cento em comparação aos primeiros três meses do ano, "demonstrando nova recuperação desse mercado", informou a Suzano. No acumulado do ano, o mercado interno cresceu 12,9 por cento e as vendas domésticas de papéis da companhia aumentaram 16,2 por cento. A empresa vendeu de abril a junho deste ano (mercado interno e externo) 208,1 mil toneladas de papel e 159 mil toneladas de celulose. No mesmo período de 2005, a empresa vendeu 197,7 mil toneladas de papel e 118 mil toneladas de celulose. Release Reuters, 19-07-2006.

sexta-feira, julho 21, 2006

Ripasa deve gerar caixa de US$ 200 mi a novos donos

São Paulo. Depois do acordo fechado em abril com os acionistas minoritários da Ripasa, que permitiu sua reestruturação societária, a Suzano e a Votorantim (VCP), fabricantes de papel e celulose, começam a colher os frutos da aquisição da empresa, ocorrida em novembro de 2004.

Cada uma das duas fabricantes de papel e celulose devem receber pelo menos US$ 100 milhões em geração operacional de caixa por parte da companhia nos próximos 12 meses.

Com isso, a Suzano deve chegar, no fim deste período, a um lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) próximo de US$ 500 milhões. No caso da VCP, o valor salta para cerca de US$ 650 milhões. "Quando compramos a Ripasa, muita gente falou que o prêmio foi alto, mas agora começa o resultado da aquisição", disse o diretor financeiro da Suzano, Bernardo Szpigel.

As duas empresas pagaram US$ 710 milhões pela Ripasa, mas decidiram fechar um acordo para pôr fim a um impasse com os minoritários. Pelo acerto, as empresas desembolsaram quase US$ 80 milhões a mais.

Além da geração de caixa, as empresas já contabilizam meio-a-meio os resultados líquidos por equivalência patrimonial. A Ripasa lucrou R$ 24,5 milhões no segundo trimestre de 2006, um resultado que ficou aquém do ganho de R$ 64,1 milhões do período janeiro a março.

No entanto, em um exercício para mostrar o impacto da aquisição nos resultados do balanço, a Suzano mostrou que, se incluindo sua participação de 50% na Ripasa, a receita líquida da companhia chegaria a R$ 817 milhões no segundo trimestre (alta de 25%). Sem esse efeito, a receita da Suzano sobe apenas 12% para R$ 653 milhões.

Neste momento, Suzano e VCP esperam levar a cabo o processo de transformação da unidade de Americana (SP), a maior fábrica da Ripasa, em um consórcio operacional. Esta unidade industrial - cuja capacidade de produção de celulose chega a 560 mil toneladas por ano e a de papel a 460 mil toneladas - passou por um período de melhorias operacionais, com a a introdução de uma secadora de celulose. Release Valor Economico, 20-07-06.

Real estável anula ganhos com câmbio

São Paulo. As demonstrações financeiras do segundo trimestre das grandes empresas de papel e celulose - o primeiro setor a divulgar o balanço do período - refletiram uma realidade mais próxima daquilo que a indústria se dedica a fazer: produzir e vender papel e celulose.

Depois de quase quatro anos, as empresas do setor deixaram de auferir uma receita contábil que ajudava a engordar o lucro líquido. Apesar da brusca oscilação em maio, o real em relação ao dólar manteve-se estável entre abril e junho. Desta forma, o efeito cambial teve um impacto praticamente nulo no resultado líquido.

"O ganho cambial não foi substancial porque o dólar ficou estável no trimestre", disse o diretor financeiro da Klabin, Ronald Seckelmann. A fabricante apurou alta de 8,5% no lucro líquido, para R$ 97,8 milhões.

O efeito cambial é quase o inverso do que vinha ocorrendo desde o fim de 2002 quando a valorização cambial resultou em receitas adicionais às empresas sobre a parcela da dívida atrelada ao dólar. A Suzano Papel e Celulose teve uma receita com variação cambial de apenas R$ 8 milhões no trimestre, frente aos quase R$ 200 milhões do mesmo trimestre do ano anterior. Isso fez reduzir o lucro de R$ 258 milhões para R$ 103 milhões.

"A estabilidade do câmbio faz com que o resultado seja muito próximo do operacional", disse o diretor financeiro da Suzano, Bernardo Szpigel, que avalia como "ruim" o patamar em que o câmbio se estabilizou.

A receita líquida das grandes companhias do setor - Aracruz, Suzano, Votorantim e Klabin - cresceu 8,5% no segundo trimestre na comparação com igual período do ano anterior, de R$ 3,08 bilhões para R$ 3,34 bilhões. Dependentes em maior ou menor grau das receitas com exportação, as empresas tiveram, em média, lucros substancialmente menores. Os ganhos foram reduzidos de R$ 1,05 bilhão para R$ 629 milhões: menos 40%.

Mantida a relação entre dólar e o real num nível considerado ruim pelas empresas, as fabricantes tiveram de segurar os custos como forma de adequarem-se à nova realidade cambial. Estão desenvolvendo diversas ações para conter os gastos desde o ano passado. A Klabin congelou suas despesas por dois anos. Empresas como Suzano e VCP adotaram programas para diminuição dos gastos. A Aracruz decidiu fortalecer sua política de proteção cambial com operações derivativas.

A margem sobre a geração de caixa já mostrou melhoria, embora esteja abaixo dos resultados do ano passado. As quatro grandes apresentaram margem lajida - lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização - de 34,7%, contra 31,9% no primeiro trimestre de 2006 e 38,6% no segundo trimestre de 2005.

No entanto, permanece uma dúvida: diante de um cenário de incerteza cambial, quando se dará o fim da corrida pela redução de custos? "Quando acabar de cortar os custos, a saída será continuar a cortar e cortar custos", disse Szpigel. No entanto, o executivo da Suzano lembrou que o dólar não tem se desvalorizado apenas em relação ao real, mas também em relação a outras moedas.

"Nossos custos subiram em dólares, mas os das empresas do exterior também", disse. Szpigel afirmou que a alta nos custos têm levado aos competidores estrangeiros a fechar as unidades com custos cada vez mais onerosos. "A preocupação deles é saber se vão fechar as fábricas enquanto a nossa é saber se vamos investir em uma nova fábrica", afirmou. A Suzano está investindo US$ 1,2 bilhão numa nova linha de produção de celulose. "É uma mudança que vai continuar ocorrendo." Release Valor Econômico, 20-07-06.

Suzano tem queda no lucro e vê reação no 2º semestre

São Paulo. A Suzano Papel e Celulose, cujo lucro no trimestre encerrado em junho recuou 60% para R$ 103,3 milhões, espera um aumento das vendas de papéis no segundo semestre. "O volume de vendas no primeiro trimestre foi muito bom, mas não foi tão bom quanto esperávamos para o segundo", disse o diretor financeiro da empresa, Bernardo Szpigel.

A expectativa da empresa era de um crescimento de 15% nas vendas de papéis, mas o balanço registrou alta de 10,6% na comparação sobre o primeiro trimestre. O executivo atribui o resultado ao "efeito" Copa do Mundo, que paralisou os negócios no trimestre, e ao atraso nas compras do programa do governo federal de livros didáticos, adiadas do segundo para o terceiro trimestre.

Sazonalmente, Szpigel lembrou que a demanda no segundo semestre costuma ser mais forte por conta das compras para cadernos escolares, além da maior demanda em decorrência das eleições. As compras governamentais representam cerca de 80 mil toneladas de papéis, algo como 7% do volume total das vendas de papéis não-revestidos no país. O setor de cadernos representa parcela similar.

No segundo trimestre de 2006, o lucro líquido da Suzano foi afetado pela estabilidade da moeda que praticamente eliminou a receita obtida pela variação cambial. Enquanto o ganho cambial atingiu quase R$ 200 milhões no segundo trimestre do ano passado, o efeito no último trimestre foi de apenas R$ 8 milhões.

"Houve uma estabilidade [do câmbio] em um nível ruim", disse o diretor financeiro. Por outro lado, o resultado contou com a ajuda do resultado da Ripasa, empresa comprada conjuntamente com a Votorantim Celulose e Papel (VCP). A Ripasa também contribuiu com US$ 25 milhões ao lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida), que somou US$ 125 milhões no trimestre. "Anualizando, chega-se a US$ 500 milhões", disse Szpigel. Em 2005, o lajida da Suzano somou US$ 350 milhões.

Em celulose, a empresa continua apostando na perspectiva favorável de aumento de preços aliado à redução dos estoques mundiais da commodity. "Julho normalmente é mais fraco porque é o período de férias no hemisfério Norte, mas as perspectivas continuam favoráveis", disse. As vendas de celulose aumentaram 32% no trimestre, para 159 mil toneladas, mas foram beneficiadas por conta da programação de fretes marítimos. A Suzano informou que já investiu US$ 310 milhões dos US$ 800 milhões previstos para o ano no projeto de expansão da fábrica de Mucuri (BA). A unidade será ampliada com a adição de uma linha de celulose, com capacidade inicial de produção de 1 milhão de toneladas por ano. Hoje, a Klabin, fabricante de papel para embalagens, divulga seus resultados financeiros do segundo trimestre. Release Valor Econômico, 19-07-06.

quarta-feira, julho 19, 2006

Klabim fará embalagem de Omo Baby

São Paulo. A Unilever lança o Omo Baby que, junto ao Comfort Care Baby, integra a primeira linha de produtos de higiene e limpeza desenvolvida pensando no cuidado com as roupas do bebê. A embalagem do sabão em pó de 500 gramas é de papel cartão produzido pela Klabin com um mix de fibras curtas (eucalipto) e longas (pínus), atribuindo alta resistência à embalagem. Isso significa maior rigidez, resistência ao rasgo e à compressão. O projeto visual da nova embalagem foi elaborado pela Rex Design e a impressão é feita pela Dixie Toga. Release EmabalagemMarca, 16-07-06.

terça-feira, julho 18, 2006

Montevidéu. O Governo uruguaio autorizou hoje a empresa Stora Enso a dar início ao processo de reflorestamento no país, no que representa o primeiro passo para a instalação de uma fábrica de pasta de celulose, enquanto a Argentina espera uma decisão da Corte Internacional de Haia para "impedir que as águas do rio Uruguai sejam contaminadas".

Segundo o departamento de imprensa da Presidência uruguaia, o Ministério da Habitação, Ordenamento Territorial e Meio Ambiente concedeu as permissões florestais e ambientais para a empresa sueco-finlandesa instalar-se no país. A Stora Enso, que pretende produzir um milhão de toneladas anuais de pasta de celulose, começará a cultivar os 5 mil primeiros hectares em Durazno, no centro do país, cerca de 180 quilômetros ao norte de Montevidéu. A empresa sueco-finlandesa possui mais de 20 mil hectares e negocia com produtores uruguaios a compra de árvores para alcançar a massa produtiva necessária, segundo o vice-ministro, Jaime Igorra. Quando as plantações chegarem aos 100 mil hectares, a Stora Enso poderá dar início à produção. A Direção Nacional do Meio Ambiente outorgou a autorização mediante a apresentação de um relatório de impacto ambiental elaborado pela empresa européia. Segundo este órgão, o documento atendeu a uma série de parâmetros, tais como características da plantação, densidade por hectare, a proximidade de centros povoados e de outros centros produtivos. A empresa ainda não confirmou o local exato da unidade, mas provavelmente ficará sobre o Rio Negro, que atravessa o Uruguai de leste a oeste, entre as cidades de Paso de los Toros e San Gregorio de Polanco, no centro do país.

O Ministério garante o controle dos procedimentos em matéria de meio ambiente, através de inspetores que fiscalizarão o plantio das espécies previstas, na zona designada e com a densidade de plantação definida no relatório, concluiu a informação oficial. Enquanto isso, a Argentina enviou uma delegação à Holanda, liderada pela conselheira legal do Ministério de Exteriores, Susana Ruiz Cerutti, para acompanhar a decisão da Corte Internacional de Justiça de Haia sobre o caso, que deverá ser divulgada amanhã. O principal órgão judicial das Nações Unidas se pronunciará sobre as medidas cautelares solicitadas pela Argentina para que o Uruguai paralise a construção das fábricas sobre o rio que delimita a fronteira entre os dois países. "Amanhã a Corte nos informará sobre sua decisão. Estamos confiantes de que a Corte impedirá que as águas do rio Uruguai sejam contaminadas, e é por isso que estamos brigando", afirmou o chanceler argentino, Jorge Taiana, em declarações reproduzidas pela imprensa argentina.

Ruiz Cerutti disse que a delegação está confiante sobre a decisão, mas que aguarda "com muita cautela". A fábrica de celulose da Stora Enso será a terceira construída no Uruguai, após a instalação da finlandesa Botnia, que atualmente está sendo construída na margem oriental do Rio Uruguai, e da espanhola ENCE, que fica nas proximidades. A Argentina considera que as indústrias de celulose representam um perigo ao ecossistema do rio Uruguai, enquanto o Uruguai sustenta que não há risco de impacto imediato e irreparável nem fundamento legal para impedir as obras. Em maio, a Argentina entrou com uma ação contra o Uruguai junto à Corte de Haia, sob o argumento de que o país havia violado as obrigações contraídas por ocasião da assinatura do Estatuto sobre o Rio Uruguai, em 1975. Buenos Aires afirma que Montevidéu não está cumprindo o acordo, depois de ter autorizado unilateralmente a construção das fábricas de celulose da empresa espanhola Ence e da finlandesa Botnia. A decisão de amanhã é aguardada com grande expectativa na cidade argentina de Gualeguaychú, a mais próxima das fábricas de celulose, e cujos habitantes lideram os protestos contra sua instalação. No entanto, a decisão de Haia envolve apenas o pedido da Argentina de ordenar a suspensão cautelar da construção das fábricas, enquanto a decisão judicial final deve demorar de dois a três anos. Release Agência EFE, 16-07-06.

Porto Novo intensifica movimentação

Porto Alegre. O Porto Novo do Rio Grande, conhecido como cais público, teve intensa movimentação na última quinta-feira, 13, realizando simultaneamente a operação de cinco navios. A movimentação, que inclui o carregamento de quatro navios e o descarregamento de um, envolveu mais de 140 trabalhadores portuários avulsos (TPA´s) por turno de seis horas entre estivadores, arrumadores e conferentes. No cais revitalizado, operaram dois navios, o Manisamut Naree, que realizou o descarregamento de 12.090 toneladas de uréia, e o Star Eagle, que realizou o embarque de 501 toneladas de celulose e de 5.228 toneladas de madeira. No cais antigo, ocorreu o embarque de 19 ônibus, 20 carrocerias de ônibus, 2 plataformas, 21 usinas móveis de asfalto e 176 tratores no navio Nordborg. Além disso, outros dois navios operaram no local, sendo um de celulose, o Avocet Arrow, que recebeu 16.800 toneladas de carga, e o Almahmoud X5, que recebeu 500 toneladas de ração animal e, na sexta-feira, 14, começou o embarque de quatro mil bovinos com destino ao Líbano. Conforme o superintendente do Porto do Rio Grande, Vidal Áureo Mendonça, o atendimento a cinco navios ao mesmo tempo e operando mercadorias diferentes, mostra a qualificação e a agilidade que o cais comercial do porto gaúcho possui em sua operação. "Com índice de avaria zero na movimentação de veículos e o título de porto mais eficiente do Brasil, nosso porto está qualificando-se cada vez mais para melhor atender seus clientes, oferecendo uma completa variedade de modais e rapidez nas operações", salientou Vidal. Release Jornal Agora, 16-07-06.

O novo retrato do Pampa

Porto Alegre. Percorridos 10 mil quilômetros entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina para descrever a transformação da região do território rio grandese que forjou o gaúcho tem uma nova paisagem. Manadas de bois continuam ruminando nas planícies, mas ganharam a companhia de vinhedos, laranjais, quilométricas florestas de eucaliptos, indústrias de celulose, lavouras, usina de álcool. O Pampa se transforma: diversificou as atividades, multiplicou as etnias, alterou costumes.

O Pampa é tão amplo que se espalha por três países - abrange o território do Uruguai, compõe parte da Argentina, preenche a metade meridional do Rio Grande do Sul. Aqui se junta os três pedaços geográficos para revelar as mudanças em curso. Na nação dos gaúchos e dos gauchos, o idioma varia entre o português e o castelhano, mas há uma identidade.

Ela foi esquadrinhada por duas equipes durante 20 dias. Ao percorrer 10.129 quilômetros, os repórteres constataram inovações até mesmo em práticas ancestrais, como o pastoreio.

Para não serem engolidas, fazendas modernizaram a gestão, incorporaram novidades como o GPS (Global Positioning System) para monitorar pastagens via satélite. A lógica das fusões empresariais do mundo globalizado inspira condomínios familiares. O objetivo é o mesmo: produzir mais, melhor e com menos custo. Um dos exemplos, o El Tejar, na Argentina, consorcia lavouras e rebanhos em 160 mil hectares.

Novidades se consolidam. Descobriu-se que o clima do Pampa - a combinação sol intenso e pouca chuva - enriquece o sabor de uvas finas para vinhos de exportação. Hoje, parreirais ondulam simétricos no topo das coxilhas. Pomares de frutas com sumo adocicado também se expandem. A área de Rosário do Sul desponta como pólo nacional de laranjas e bergamotas de mesa, aquelas desprovidas de sementes.

Chegam indústrias de celulose com suas compactas plantações de eucaliptos. As árvores verticalizam a paisagem no Estado, na Argentina e, sobretudo, no Uruguai, onde haverá três fábricas. No lado rio-grandense, serão duas: a brasileira Votorantim e a sueco-finlandesa Stora Enso.

As empresas prometem tirar rincões do atraso, garantem impostos e centenas de empregos, juram que não haverá danos ao ambiente. Mas há reações. No Uruguai, a construção da planta de celulose Botnia (finlandesa) e Ence (espanhola) às margens do Rio Uruguai deflagrou um conflito diplomático com a Argentina. A "guerra das papeleiras" azeda a vizinhança desde agosto.

A transfiguração econômica atrai novos protagonistas. Netos de colonos alemães e italianos deixaram os minifúndios da região central do Estado, numa migração que se acentuou nos últimos 50 anos, para se tornar grandes proprietários na fronteira. Etnias de outros continentes também se fixaram no Pampa. Em Jaguarão, um descendente de árabes é o patrão de CTG.

A pátria mítica dos caudilhos que abalavam governos, da barbárie das degolas, das guerras a cavalo que demarcavam as linhas de fronteira e da bravura dos duelos com adagas não existe mais. Domadores, tropeiros, esquiladores, carreteiros desafiam o tempo. Resistem nas periferias. A bombacha ainda é o traje preferencial, mas não exclusivo.

O universo ilustrado por artistas como Jean-Baptiste Debret, José Lutzenberger, Molina Campos e Rudolf Wendroth, cujos traços serão lembrados, é de uma outra época. Release Zero Hora, 16-07-06.

sábado, julho 15, 2006

Ripasa: lucro de R$ 24,5 milhões no trimestre

São Paulo. A Ripasa obteve lucro líquido no valor de R$ 24,5 milhões durante o segundo trimestre deste ano, registrando redução 29,9% sem relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro líquido contabilizado havia sido de R$ 34,9 milhões. Já no acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido da Ripasa somou R$ 64,1 milhões, o que representou aumento de 234,9% sobre os primeiros seis meses de 2005.

A receita líquida da companhia cresceu 1,53% de abril a junho deste ano, sobre igual período de 2005, passando de R$ 346,5 milhões para R$ 351,9 milhões. De janeiro a junho a receita líquida alcançou R$ 675,3 milhões, alta de 0,47% sobre o mesmo período em 2005. Release Monitor Mercantil, 14-07-06.

Kirchner descarta reunião com Vázquez sobre celulose

Buenos Aires. O presidente Néstor Kirchner não pretende aproveitar a reunião de Cúpula do Mercosul, a ser realizada na próxima semana, na província argentina de Córdoba, para manter um encontro privado com o colega uruguaio, Tabaré Vázquez, como forma de discutir o conflito sobre as fábricas de celulose. "Não há nada disso previsto", afirmou o chefe de Gabinete da Presidência, Alberto Fernández.


Depois da decisão de Corte Internacional de Justiça (CIJ) de não atender o pedido argentino de suspender as obras de instalação das fábricas, a imprensa local chegou a especular que ambos presidentes poderiam retomar o diálogo em Córdoba. No entanto, o presidente Kirchner já enviou o recado de que não se deu por vencido em sua luta para suspender as obras de construção das fábricas Ence e Botnia, às margens do Rio Uruguai, na cidade uruguaia de Fray Bentos, fronteira com a Argentina. Ele disse que seu governo "vai defender firmemente os direitos da Argentina".


"Quero deixar claro que com a resolução no tribunal de Haia, isso está só começando", avisou Kirchner, durante discurso de inauguração de uma rodovia no muncipio de Luján, há uns 60 quilômetros de Buenos Aires. O presidente disse que defenderá os direitos da Argentina com "toda a dignidade, responsabilidade e fortaleza".


Distante de Luján, na fronteiriça Gualeguaychú, os moradores e ambientalistas integrantes da Assembléia Ambiental da cidade realizavam, desde o início da tarde, uma caravana de automóveis na rodovia 14, também chamada de rodovia do Mercosul. O movimento para protestar contra a decisão do tribunal internacional é para mostrar que "o povo de Gualeguaychú não aceitará de braços cruzados que contaminem nossa região", segundo afirmou o ambientalista Gustavo Revollier à rádio 10, de Buenos Aires.


Revollier também informou que a caravana conseguiu reunir 4 mil automóveis. Ele ameaçou com a retomada dos bloqueios das pontes internacionais que ligam a Argentina e o Uruguai, os quais provocaram um prejuízo de US$ 400 milhões, entre dezembro do ano passado e os três primeiros meses desse ano, conforme cálculos do governo uruguaio. Release Estadão, 14-07-06.

Argentina ainda tenta impedir a construção de fábricas

Montevidéu. A Argentina tentará impedir o financiamento das duas fábricas de celulose que estão sendo construídas em território uruguaio, na fronteira com esse país, informou hoje o representante de Assuntos Ambientais da Chancelaria argentina, Raúl Estrada Oyuela. O funcionário afirmou à radio El Espectador que, depois que na quinta-feira a Corte Internacional de Justiça de Haia emitiu uma sentença favorável ao Uruguai na questão pelas fábricas de celulose, a Argentina continuará suas ações nos bancos que financiam as fábricas.

O governo argentino tenta impedir a construção das fábricas das empresas espanhola Ence e finlandesa Botnia em Fray Bentos, 309 quilômetros ao norte de Montevidéu, porque afirma que contaminará as águas da fronteira do rio Uruguay. A Corte de Haia negou o pedido da Argentina de deter provisoriamente a construção das fábricas, por considerar que não existe uma ameaça "urgente" de "danos irreparáveis" sobre o meio ambiente regional, em uma sentença que contou com 14 votos a favor e um contra. O governo uruguaio voltou a oferecer ontem a possibilidade de fazer uma verificação conjunta com a Argentina e com organizações ambientalistas para controlar que o funcionamento das fábricas não produz impacto ambiental. Release Agência ANSA, 14-07-06.

Votorantim Celulose e Papel faz oferta de US$ 1,1 bilhão por fábrica

São Paulo. A Votorantim Celulose e Papel apresentou uma oferta pela fábrica brasileira da International Paper, como parte de seu plano de se tornar uma produtora mundial do setor, afirma Valdir Roque, diretor financeiro da empresa. “A oferta se encaixa em nossa estratégia. Nossa ambição é nos tornarmos uma das maiores produtoras mundiais de celulose”, diz. Ele disse que nenhuma proposta foi assinada entre as duas empresas, mas prevê que a fábrica custará entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,2 bilhão.

A VCP, sediada em São Paulo, pretende elevar sua receita para US$ 4 bilhões até 2020, contra aproximadamente US$ 1,6 bilhão do ano passado. A crescente demanda por parte da China e dos Estados Unidos ajudará as vendas da empresa a crescerem cerca de 8% em volume este ano. “Tem havido um aquecimento muito grande na demanda por celulose no mercado internacional. A demanda por parte da China e dos EUA é muito forte”, diz Roque.

A VCP divulgou o balanço do segundo trimestre do ano, onde aponta um crescimento de 9% nas vendas em volume, em relação a igual período de 2005. No total, foram vendidas 392 mil toneladas de papel e celulose. Os destaques foram o aumento de 18% das vendas de papel no mercado interno e de 11% nas exportações de celulose.O volume de vendas de celulose foi 9% superior, alcançando 234 mil toneladas, “explicado pelos volumes adicionais do desgargalamento da linha de celulose da planta de Jacareí (SP)”, segundo a VCP. No mercado interno o volume foi 10% inferior, “pois foi dada prioridade às exportações”, informa a empresa. A receita foi apenas 2% maior, registrando R$ 281 milhões, apesar da queda de 7% nos preços médios.

Já as vendas totais de papel subiram 7%. As exportações tiveram retração de 14%. Com isso, a receita atingiu R$ 427 milhões, 5% acima do resultado do ano passado, por conta da redução de 2% do preço médio do papel no mercado interno e o aumento de 14% nos preços internacionais em dólar. A variação cambial no período foi de 12% para baixo.Os investimentos no trimestre foram de R$ 168 milhões, sendo R$ 76 milhões na aquisição de terras, implantação e manutenção de florestas e R$ 58 milhões em modernizações e expansões, principalmente na linha de celulose de Jacareí (SP), onde serão acrescentados 150 mil toneladas na capacidade de produção até o ano que vem. Também há investimentos na expansão na produção de celulose em Americana (SP) e a formação de uma nova base florestal no Rio Grande do Sul, onde a VCP pretende construir uma unidade industrial no início da próxima década. Release Bloomberg, 17-07-06.

Portucel espera ter projetos de investimento aprovados

Lisboa. A Portucel espera, se tudo correr bem, que os dois projetos do pacote de quatro, que somam os 900 milhões de euros, estejam aprovados pela Comissão Europeia até ao final do ano.
José Honório, CEO da Portucel, admite um atraso máximo neste período de seis meses, tendo como objetivo que a nova máquina de papel, o principal de todos estes investimentos, comece a trabalhar no segundo semestre de 2008.


A assinatura dos contratos com a API, realizada ontem, foi apenas um passo em todo este processo, salientou o Pedro Queiroz Pereira, presidente da Semapa, à saída da assembleia geral da Portucel onde foi aprovada a desblindagem dos estatutos. Temos ainda de contar com outros fatores externos que podem afetar o decurso deste processo, diz o mesmo responsável referindo-se nomeadamente ao lobby que os concorrentes internacionais poderão vir a fazer junto de Bruxelas.

A Portucel vai beneficiar em termos de valor nominal de um total de 175 milhões de euros de incentivos fiscais sobre a totalidade dos 900 milhões de euros. Estes benefícios fiscais são diluídos ao longo de 12 anos e podem chegar a este valor máximo apenas no caso de a Portucel cumprir a totalidade dos objetivos contratualizados no âmbito dos quatro contratos de investimento: a nova máquina, Soporcel e Portucel – fábricas de Setúbal e Caima.

Os incentivos que o Estado irá conceder à Portucel rondam os 20% do investimento total, um valor que corresponde ao máximo de ajudas do Estado permitidas pela lei comunitária. Release Jornal de Negócios, 14-07-06.

Papéis da marca Ripasa continuarão no mercado, diz VCP

São Paulo. O diretor de relações com investidores da Votorantim Celulose e Papel (VCP), Valdir Roque, disse hoje que os papéis da marca Ripasa devem continuar sendo comercializados após a implementação do consórcio em que VCP e Suzano, novos donos da Ripasa, passarão a administrar a produção da companhia. Segundo o executivo, a instalação do consórcio deverá ser concluída durante o segundo semestre deste ano, quando a fábrica da Ripasa passará a funcionar como um centro de produção ligado ao consórcio VCP-Suzano.

Durante o processo, os ativos e passivos da Ripasa serão divididos em partes iguais, assim como a produção, que será comercializada por VCP e Suzano. "A partir daí, os resultados referentes à produção da antiga planta da Ripasa, desde as vendas até o lucro líquido, passarão a integrar o balanço da VCP", explicou Roque. Ele observou que a parte da Ripasa que caberá à VCP deverá promover uma geração de caixa da ordem de R$ 100 milhões para a companhia do grupo Votorantim. Ontem, a VCP divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano, quando obteve lucro líquido de R$ 200 milhões, valor 5% inferior ao registrado em igual período do ano passado. A receita líquida de vendas cresceu 4% na comparação trimestral, para R$ 708 milhões. Release Valor Economico, 14-07-06.

VCP lucra R$ 200 milhões do segundo trimestre

São Paulo. A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anunciou hoje um lucro líquido de R$ 200 milhões para o segundo trimestre do ano, uma queda de 5% em comparação com os R$ 211 milhões obtidos em igual período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre, o resultado líquido da companhia avançou 26%. O lucro por ação foi de R$ 0,98, queda de 9% ante o segundo trimestre de 2005 e alta de 18% ante o primeiro trimestre desde ano.

A receita operacional líquida somou R$ 708 milhões nos três meses compreendidos entre abril e junho, um crescimento de 4% no comparativo anual e um ganho de 6% em relação ao primeiro trimestre.

A geração de caixa, ou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), apresentou um crescimento de 12%, para R$ 292 milhões no segundo trimestre, ante ao igual período de 2005. Frente aos três primeiros meses de 2006, o aumento foi de 19%.

Apesar do volume recorde de vendas, o impacto na receita foi corroído pela valorização do real. O volume de vendas foi de 392 mil toneladas, 9% superior ao segundo trimestre de 2005, um recorde para um segundo trimestre. De acordo com comunicado enviado pela companhia, este recorde é proveniente do crescimento de 18% nos volumes de papel do mercado local (com demanda aquecida e maiores vendas para editores e caderneiros) e de 11% nas exportações de celulose.

A participação de papel na receita total foi de 60% do total no período, com 40% para celulose, contra 61% e 39%, respectivamente, no primeiro trimestre, efeito do aumento de volume total da celulose que foi ainda superior ao papel.

Como resultado do aquecimento da demanda local, o volume de exportações no segundo trimestre foi equivalente a 66% do volume total de vendas, inferior aos 68% do volume de vendas destinados para o mercado externo no trimestre anterior, e aos 67% no segundo trimestre de 2005.

O volume de vendas de celulose no segundo trimestre foi 9% superior a igual período deo ano passado, atingindo 234 mil toneladas. O volume total de vendas de papel no período foi de 158 mil toneladas, um incremento de 7% em relação ao segundo trimestre de 2005, com foco no crescimento das vendas locais (+18%), em detrimento das exportações (-14%). Release InvestNews, 13-07-06.

Analistas comentam a retração nas vendas de papelão ondulado

São Paulo. Na última quarta-feira, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) divulgou, os dados preliminares da expedição de papelão ondulado no mês de junho, período que registrou retração de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2005.De acordo com os analistas do BES (Banco Espírito Santo), se considerada a média de expedição por dia útil, a queda foi de apenas 0,6%, bem menor que a apresentada no acumulado do mês.Esta diferença se deve, segundo o banco, aos impactos de parada nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo. Assim, dentro deste contexto, o BES considerou os números neutros.

Todavia, o banco ressaltou que a desaceleração na evolução deste indicador continuou ao longo do segundo trimestre, reduzindo bastante o bom desempenho que setor apresentou no início do ano. Mesmo assim, como o mês de junho foi atípico, os analistas não revisaram sua expectativa de crescimento para o ano, que se mantém acima do crescimento esperado para o PIB. Além disso, os analistas também lembraram que o período mais representativo para o setor é o terceiro trimestre do ano, que promete uma aceleração da demanda interna.

Por outro lado, considerando o desempenho registrado pelo setor no primeiro semestre (1,8%) e a taxa de crescimento projetada para o PIB pelo Itaú no mesmo período (2,5%), para o banco, mesmo que as expectativas de recuperação da atividade no segundo semestre se materializem, o segmento de papelão ondulado não deve apresentar uma resposta excepcional. No mesmo sentido, os analistas da Ágora consideraram a queda nas vendas no mês de junho negativa, pois já mostra uma redução na atividade econômica brasileira, uma vez que no primeiro trimestre deste ano o setor cresceu 5,9%, frente ao mesmo período de 2005. Release InfoMoney, 13-07-06.

IP decisirá sobre seu futuro em Três Lagoas

Nova York. A International Paper, que há um ano passa por um processo de reestruturação, espera tomar até o final deste ano decisão sobre a venda da unidade de produção de madeira de Três Lagoas (no Mato Grosso do Sul) e também está revendo um série de outros investimentos feitos no Brasil.

A International Paper anunciou nesta quinta-feira que planeja fazer recompra de até 3 bilhões de dólares em ações e investir 6 bilhões a 7 bilhões de dólares em pagamento de dívidas e contribuição a seu fundo de pensão nos EUA. As medidas fazem parte de um amplo plano de reestruturação que prevê a venda de mais de 9 bilhões de dólares em ativos florestais e fábricas de papel especial para se concentrar em papéis para copiadoras e embalagens. As vendas de ativos podem atingir 11 bilhões de dólares eventualmente, incluindo produtos de madeira e unidades de químicos.

A unidade de Três Lagoas, que ocupa uma extensão total de aproximadamente 100 mil hectares de terras e área plantada de cerca 58 mil hectares, foi criada para fortalecer o desenvolvimento de estratégias da companhia em terras e fibras e, também, apoiar as etapas de estudo de um projeto de implantação de uma nova fábrica de papel e celulose no Brasil. Segundo informações do site da companhia, o investimento previsto durante o período de implantação da fábrica seria da ordem de 1,5 bilhão de dólares e a empresa chegou a aplicar 25 milhões de dólares nos estudos preliminares do projeto.

A venda da área de Três Lagoas, nos planos de reestruturação da empresa, poderia ser feita para um comprador interessado em construir, deter e operar uma fábrica de celulose, afirmou a International Paper. A companhia, segundo informação divulgada em 29 de junho, convidou a Votorantim Celulose e Papel (VCP) para avaliar seus ativos no país.

A empresa norte-americana também considera montar uma ou duas máquinas de produção de papel não revestido com capacidade de produção de 220 mil toneladas por ano próximas da fábrica de celulose para acompanhar o rápido crescimento do mercado brasileiro.
A um custo de menos de 300 milhões de dólares cada, segundo a International Paper, as máquinas de papel poderiam ser um investimento atraente e de baixo custo já que celulose e outros insumos seriam fornecidos pelo proprietário da fábrica de Três Lagoas.

Além de reinvestir os recursos com a venda de ativos no Brasil, a International Paper também pode injetar recursos em unidades com "altas oportunidades de retorno" na China, Rússia e América do Norte. A empresa divulgou que o dinheiro para tal reinvestimento pode somar entre 2 bilhões e 4 bilhões de dólares. Release Agência Reuters, 13-07-06.

Falta diplomática

Montevidéu. A senadora argentina Cristina Fernández, esposa do presidente Néstor Kirchner, e o Chefe de Gabinete do país, Alberto Fernández, suspenderam hoje uma visita a Montevidéu, onde foram convidados a participar de um seminário sobre a integração regional, informou hoje a imprensa local.

O embaixador argentino no Uruguai, Hernán Patiño Mayer, disse que a presença dos dois "nunca esteve confirmada". A suspensão da visita coincide com a decisão da Corte Internacional de Haia, que rejeitou o pedido argentino de suspender a construção das fábricas de celulose da empresa finlandesa Botnia e da espanhola Ence em Fray Bentos (309 quilômetros a noroeste de Montevidéu), às margens do rio Uruguai. Patiño Mayer não quis comentar a decisão da Corte Internacional de Haia e esclareceu que esperará "até que a chancelaria argentina se pronuncie".

Cristina Fernández e Alberto Fernández foram convidados para participar hoje do seminário "Desafios da Integração Regional: Iniciativas e Propostas", no qual falarão o vice-presidente do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, e o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, entre outras personalidades sul-americanas. Release Agência ANSA, 13-07-06.

Argentina pode apelar ao Tribunal de Haia novamente

São Paulo. O governo argentino admitiu que pode apelar novamente à Corte Internacional de Haia para reverter uma decisão sobre a construção de duas fábricas de celulose na fronteira com o Uruguai. O governo argentino negou que a decisão do Tribunal Internacional de Haia favoreça o Uruguai e prejudique sua intenção de tentar evitar as construções das fábricas às margens do rio Uruguai, que divide os dois países.

Num comunicado oficial divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira, o governo argentino destaca que a Corte Internacional de Haia garante que as fábricas poderão ser "desmontadas" se for comprovado que elas causam "dano ambiental irreparável". Para o Tribunal, ainda segundo o comunicado oficial, as obras não geram poluição. Apesar disso, o Uruguai assumirá "o conjunto dos riscos", ao permitir que as construções sejam concluídas e, mais tarde, se for o caso, "desmontadas". No texto, a Argentina admite que poderá "aceitar o convite" do Tribunal Internacional de Haia, com novo pedido judicial pela suspensão das obras, se tiver como comprovar a ameaça de poluição do rio Uruguai.

Nesta quinta-feira, por 14 votos a um, os magistrados consideraram que é "prematuro" determinar que as fábricas (espanhola) Ence e (finlandesa) Botnia vão poluir o meio ambiente. Elas estão sendo erguidas na localidade uruguaia de Fray Bentos, em frente à cidade argentina de Gualeguaychú. Os moradores fizeram vigília na madrugada, esperando o resultado dos juízes da Corte Internacional. Antes da decisão do presidente Nestor Kirchner de apelar ao Tribunal, eles interromperam o trânsito, durante cerca de dois meses, em duas das três principais estradas de acesso ao Uruguai.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a fábrica Ence "estaria" cumprindo com a exigência (dos manifestantes argentinos) de suspender as obras até o fim do ano. Juntas, a Ence e a Botnia representam o maior investimento da história do Uruguai (cerca de 11% do Produto Interno Bruto do país de três milhões de habitantes). O vice-presidente do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, disse às emissoras de rádio argentinas que não há motivos para comemorar. "O importante é que dois vizinhos, como Argentina e Uruguai, mantenham o diálogo", disse."Mas é obvio, como registrou a Corte Internacional de Haia, que a decisão e responsabilidade destas construções é nossa, do Uruguai", afirmou. Nas mesmas emissoras de rádio e de televisão do país, analistas afirmaram que a Argentina sofreu uma "derrota diplomática".

Pouco depois, o embaixador argentino Raúl Estrada Oyúela, responsável pela área de meio ambiente do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, disse à emissora de televisão TN (Todo Noticias) que a diplomacia é "como sempre otimista". Ele acredita que os dois países acabarão encontrando uma alternativa através do dialogo, já que o Uruguai poderia chegar a pagar um alto custo, caso as obras tenham que ser suspensas mais adiante.

Por sua vez, o ministro uruguaio do Meio Ambiente, Mariano Arana, disse à imprensa uruguaia que a maior preocupação do governo do presidente Tabaré Vasquez é que os bloqueios do transito voltem a prejudicar a economia do país. "Se os bloqueios voltarem, nós esperamos que o governo argentino atue (para suspendê-los)", disse Arana ao jornal Clarín. O assunto promete ser um dos temas da reunião do Mercosul, na semana que vem, na cidade argentina de Córdoba, onde estarão os presidentes Kirchner e Tabaré, entre outros. Numa assembléia na noite de quinta-feira, os moradores de Gualeguaychú, na província argentina de Entre Ríos, decidiram realizar nesta sexta-feira uma caravana contra a decisão do tribunal internacional. Release Folha de São Paulo, 14-07-2006.

Uruguai fará monitoramento conjunto de fábricas de celulose

Montevidéu. O governo uruguaio se comprometeu hoje a fazer um monitoramento conjunto "com a mais ampla participação da população" sobre as fábricas de celulose que estão sendo construídas pela empresa finlandesa Botnia e pela espanhola Ence em Fray Bentos, 309 quilômetros a noroeste de Montevidéu, na margem oriental do rio Uruguai. Em uma coletiva de imprensa conjunta, os ministros das Relações Exteriores e da Habitação e Meio Ambiente do Uruguai, Reinaldo Gargano e Mariano Arana, exigiram do governo argentino "que se cumpra com o direito internacional", diante da possibilidade de a Assembléia Ambiental de Gualeguaychú decidir retomar os bloqueios das pontes internacionais sobre o rio Uruguai. Gargano e Arana apontaram que a decisão emitida hoje pela Corte Internacional de Justiça de Haia é uma "rejeição clara e contundente" sobre a medida cautelar solicitada pela Argentina para paralisar a construção das fábricas, mas pediram que não se transforme essa resolução "em um ato de triunfalismo". Release Agência ANSA, 13-07-06.

Diplomacia uruguaia vence em Haia

São Paulo. Em sua primeira decisão na "crise das papeleiras", o Tribunal Internacional de Haia negou ontem o pedido argentino de paralisar a construção de duas fábricas de pasta de celulose no Uruguai. O governo Tabaré Vázquez evitou comemorar a notícia, que classificou como "oportunidade para o entendimento" com a Argentina.

Por 14 votos contra 1, o tribunal rejeitou o argumento conforme o qual as obras das indústrias - a finlandesa Botnia e a espanhola Ence - representam "risco iminente" de contaminação ambiental. As plantas estão sendo construídas às margens do rio Uruguai, na fronteira dos países e de águas de uso compartilhado. Devem começar a operar em dois anos.

Derrotada, a chancelaria argentina frisou que, na decisão, a corte internacional abriu possibilidade de a Argentina reapresentar o pedido de interrupção das obras ao longo do processo, que pode levar quatro anos. O governo Kirchner levou o caso a Haia em maio, depois do fracasso das negociações e sob pressão de ambientalistas e moradores da cidade de Gualeguaychú, na fronteira.

Os protestos argentinos fecharam a principal passagem ao Uruguai por mais 80 dias, causando prejuízos de US$ 400 milhões, segundo o governo Vázquez, e só terminaram com o anúncio do governo de que recorreria a Haia. O temor uruguaio é que, com a decisão, os ambientalistas de Gualeguaychú voltem aos bloqueios - pelos quais o governo Vázquez já pediu que a Argentina seja punida no âmbito do Mercosul.

Os moradores e ambientalistas da cidade decidiriam ainda na noite de ontem, em assembléia, se retomavam a ocupação da estrada ou não. Depois de meses de declarações ríspidas que acabaram se transformando numa crise para o Mercosul, Argentina e Uruguai dão mostras de querer retomar o diálogo sobre o tema. Ontem, o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, disse que a resolução do tribunal deveria ser interpretada sem "triunfalismos". O titular da pasta de Meio Ambiente convidou técnicos argentinos para avaliar a segurança ambiental das fábricas. As declarações conciliatórias preparam o terreno para a primeira visita do presidente uruguaio à Argentina desde a escalada da crise. Vázquez irá à Cúpula do Mercosul, que acontece em Córdoba, na semana que vem. Release Folha de São Paulo, 14-07-2006.

Segundo ABPO, vendas de papelão ondulado caíram 5,1% em junho

São Paulo. Segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), as vendas de papelão ondulado caíram 5,1% em junho, para aproximadamente 177 mil toneladas, em comparação com o mesmo período do ano passado.

No entanto, nos seis primeiros meses de 2006, foi vendido 1.067 milhão de toneladas de papelão ondulado, registrando alta de 1,8% frente o mesmo intervalo de 2005. O setor de papelão ondulado serve, principalmente, como fornecedor de embalagens para a indústria, e é considerado um dos termômetros da atividade econômica. As ações preferenciais da Klabin, empresa líder no país na produção de papelão ondulado para embalagens, reagiram mal à notícia e operam em baixa de 2,22% nesta quarta-feira, a R$ 4,83. Release InfoMoney, 12-07-06.

Lucro da Aracruz cai 53% sem efeito cambial

São Paulo. A Aracruz Celulose reportou nesta sexta-feira um lucro líquido de 230,1 milhões de reais para o segundo trimestre deste ano. O resultado é 53% menor que o registrado no mesmo período de 2005, quando os ganhos haviam sido impulsionados por um efeito cambial de 320 milhões de reais, conforme a companhia.

Entre abril e junho, a geração de caixa medida no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) foi de 427,2 milhões de reais. O número, que inclui a subsidiária Veracel, ficou em linha com o registrado no segundo trimestre do ano passado.
Em relatório distribuído ao mercado, a produtora de celulose destaca para o último trimestre o novo recorde batido na produção da commodity, 793 mil toneladas. As vendas foram de 722 mil toneladas de celulose, 17 por cento superiores às registradas um ano antes. O incremento deve-se principalmente à operação da Veracel, que completou um ano em maio. A receita líquida da Aracruz cresceu 10 por cento em relação ao segundo trimestre do ano passado, para 881,8 milhões de reais. Release Agência Reuters, 07-07-06.

Em dólares, lucro da Aracruz no 2º trimestre subiu 88%, diz diretor

São Paulo. Apesar da queda de 53% verificada no lucro líquido da Aracruz Celulose no segundo trimestre deste ano, os ganhos da companhia apresentaram desempenho positivo quando convertidos em dólares. A informação é do diretor de relações com investidores, Isac Zagury. Segundo ele, o lucro líquido referente ao período entre abril e junho ficou em US$ 106 milhões, valor 88% superior ao registrado no segundo trimestre de 2005. Segundo a empresa, os resultados convertidos em dólares são os que melhor refletem o desempenho dos negócios no trimestre, visto que 98% das receitas da Aracruz são auferidas em moeda norte-americana.

Por outro lado, 75% dos custos de produção são influenciados pelo real, o que representa " um fator de risco para a empresa ". Por este motivo, a companhia mantém ativa sua política de proteção cambial, por meio das operações de " hedge " na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BMF). No primeiro semestre, o resultado dessas operações representou um ganho de R$ 146 milhões para a Aracruz. Zagury acredita que as condições macroeconômicas para novas quedas na cotação do dólar estão chegando ao final. O executivo destacou a subida dos juros internacionais - que diminuem os fluxos de recursos para países emergentes - e o arrefecimento do saldo da balança comercial como fatores que devem, segundo ele, manter a moeda americana em cerca de R$ 2,20 até o final do ano. No segundo trimestre deste ano, a receita líquida da Aracruz apresentou elevação de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando R$ 881,8 milhões. Entre abril e junho, houve crescimento nas vendas de celulose (17%) e papel (8%). Na avaliação da empresa, as condições da economia mundial estão favoráveis para a indústria de papel e celulose, devido, principalmente ao crescimento da demanda. Zagury afirmou que a expectativa da companhia para a demanda no segundo semestre deste ano continua bastante positiva. Release Valor Econômico, 07-07-06.

Aracruz abre temporada de resultados com recorde de produção de celulose

São Paulo. Dando início à temporada de resultados do segundo trimestre deste ano, a Aracruz, principal produtora de celulose do país, divulgou nesta sexta-feira (07) seu demonstrativo financeiro relativo ao segundo trimestre de 2006.Segundo a empresa, a produção de celulose atingiu um novo recorde no período e registrou a marca de 793 mil toneladas, com vendas de 722 mil toneladas.

Os volumes são similares aos volumes do primeiro trimestre e 17% superiores que o mesmo período de 2005. Estes resultados foram atribuídos principalmente ao crescimento propiciado pela Veracel, que em maio completou um ano de operação, alcançando produção de 823 mil toneladas de celulose no período, operando com 91% de sua capacidade nominal.

A redução do lucro líquido em relação ao mesmo período de 2005 é justificada pelo ganho cambial de R$ 320 milhões registrados no ano passado, ganho este que não se deu neste ano. Papéis fecharam em leve alta com o mercado aguardando a divulgação dos resultados, os papéis preferenciais classe B da Aracruz fecharam em leve alta de 0,43% na quinta-feira, sendo cotados a R$ 11,57. Release Infomoney 07-07-06.

Montevidéu. Mais de 60 acadêmicos da Faculdade de Ciências do Uruguai criticaram um relatório elaborado por cientistas da mesma instituição, que advertiu sobre um "impacto" negativo com a instalação das fábricas de celulose construídas pela empresa finlandesa Botnia e a espanhola Ence na cidade uruguaia de Fray Bentos, a 309 quilômetros de Montevidéu. A rejeição ao documento foi manifestada mediante uma carta pública, que contou com a assinatura do prefeito de Montevidéu e ex-decano da Faculdade de Ciências, Ricardo Ehrlich.

"Nem mesmo o resto do corpo docente da Faculdade, tivemos a oportunidade de conhecer e muito menos de estudar e avaliar, o documento antes de ser apresentado à sociedade mediante uma coletiva de imprensa", diz a carta. Para os acadêmicos, o documento dá "a falsa impressão de um apoio acadêmico, baseado em uma avaliação que não foi realizada". Segundo a carta, "ao adotar uma decisão que não diferencia adequadamente o científico e o político, o Conselho da Faculdade coloca em questão a credibilidade da instituição".

No estudo em questão, que foi apresentado na terça-feira passada, os cientistas dizem que as fábricas gerarão um "impacto muito forte sobre o Rio Uruguai", e que "a maioria dos efeitos serão sub-letais e crônicos". "Investigações de campo e de laboratório reportaram importantes mudanças na fisiologia reprodutiva dos organismos aquáticos, como a masculinização, retardamento da maturidade sexual, alterações na fecundidade, e mudanças na proporção dos sexos dos embriões", acrescentou o texto do relatório.

A construção das fábricas das empresas Botnia e Ence geraram desde o ano passado um dos maiores conflitos diplomáticos da história dos governos de Uruguai e Argentina, país que se opõe aos projetos. A Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia se pronunciará na próxima quinta-feira sobre a medida cautelar solicitada pela Argentina para deter a construção das fábricas. Release Agência ANSA, 12-07-06.

Uruguai insistirá em controle conjunto

Montevidéu. O Uruguai insistirá em um monitoramento conjunto com a Argentina das fábricas de celulose de Fray Bentos amanhã, quando a Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia der seu veredicto sobre a medida cautelar solicitada pelo governo argentino para deter as obras das fábricas. Segundo uma nota do diário espanhol El País, o monitoramento conjunto dos efeitos ambientais das fábricas, que estão sendo construídas 309 quilômetros a noroeste de Montevidéu, faria parte de uma negociação direta para uma saída política para a questão, possibilidade que é admitida por Montevidéu e Buenos Aires. Amanhã a senadora argentina Cristina Fernández, esposa do presidente Néstor Kirchner, chegará a Montevidéu acompanhada do chefe de Gabinete, Alberto Fernández.

O governo uruguaio propôs à Argentina um controle conjunto das fábricas em várias oportunidades durante as discussões no ano passado sobre um possível impacto ambiental ocasionado pelos empreendimentos. A CIJ lerá seu veredicto na quinta-feira às 5h00 locais do Río de la Plata e, em seguida, marcará as datas das instâncias seguintes. A Argentina levou o conflito diplomático pelas fábricas à CIJ, onde em 8 e 9 de junho tiveram lugar as primeiras audiências em que ambos os governos expuseram suas posições. A Argentina e o Uruguai enfrentam um dos maiores conflitos diplomáticos de sua história pela construção das fábricas das empresas Botnia e Ence, finlandesa e espanhola, respectivamente, em Fray Bentos, sobre a margem oriental do Rio Uruguai. Release Agência ANSA, 12-07-06.

Papel principal no mundo

São Paulo. Em 2005, as ADR da Aracruz na NYSE obtiveram valorização de 50% e a alta deve continuar. Uma das líderes mundiais em celulose, com 98% da produção vendida no mercado externo, a Aracruz conseguiu no ano passado um retorno de 19% sobre o investimento. O bom desempenho, apesar do dólar considerado baixo para as exportações, resultou principalmente da forte demanda, particularmente da Ásia, e do fechamento de fábricas na América do Norte. Em 18 meses o preço da celulose de fibra curta já subiu 20%, informou o diretor financeiro da companhia, Isac Zagury. Além disso, a Aracruz ganhou produção extra de cerca de 450 mil toneladas, com a entrada em operação da Veracel, joint venture que mantém com a sueco-finlandesa Stora Enso na Bahia. Com isso a capacidade da empresa subiu para aproximadamente 3 milhões de toneladas por ano.

Em 12 meses, informa Zagury, as ADR da Aracruz na Bolsa de Nova York valorizaram 50% valendo US$ 49,50 o papel. O lucro líquido da companhia atingiu R$ 1,16 bilhão em 2005, valor recorde e 9% maior do que no ano anterior. Também foi recorde o volume de produção que alcançou 2,8 milhões de toneladas, com alta de 12% sobre o ano anterior. A receita da Aracruz somou R$ 3,25 bilhões no período. Em 2006 a alta deve continuar. No primeiro trimestre deste ano o lucro líquido da companhia cresceu 73% e somou R$ 347,9 milhões. A alta foi atribuída ao aumento de 26% nas vendas e a redução de dívida líquida em R$ 311,8 milhões totalizando R$ 1,43 bilhão. A Aracruz se beneficiou em uma operação de hedge cambial que garantiu para a empresa cobertura ante a variação do dólar.

O setor de papel e celulose vive momento de alta no mercado interno e externo. No País o crescimento das encomendas de livros didáticos e o aumento nas exportações de cadernos são dois dos fatores que elevam as vendas. A demanda aquecida para os dois produtos também no mercado internacional tem assegurado aumentos nos preços. Durante o primeiro trimestre deste ano os estoques de celulose caíram para menos de 30 dias, prazo considerado baixo pelos fabricantes. O Brasil responde por cerca de 30% da capacidade de produção mundial no caso da celulose de fibra curta. O País tem um dos custos mais competitivos na produção de celulose de fibra curta, utilizada, por exemplo, para fazer papel de imprimir e escrever e para papéis sanitários. O clima favorável e os anos de pesquisas garantem a obtenção de madeira a custos mais competitivos do que na maior parte dos outros mercados.

É exatamente a falta de competitividade que tem provocado o fechamento de várias unidades de produção na América do Norte. De acordo com Zagury,nos últimos cinco anos a capacidade de produção foi reduzida em cerca de 700 mil toneladas por ano. Dados da consultoria Merrill Lynch,mostram que, de novembro de 2005 até o final deste ano serão descontinuadas a produção de cerca de 1,5 milhão de toneladas de celulose no mundo devido à perda de rentabilidade dessas operações. Já no caso do papel, os dados do mercado dão conta de cerca de 1,8 milhão de toneladas a menos este ano.

E a tendência, disse Zagury, é de que as reduções continuem próximas desses níveis. Tanto que a Aracruz já anunciou investimento de US$ 200 milhões neste ano e em 2007 para ampliar em 200 mil toneladas a capacidade de produção de sua unidade Barra do Riacho no Espírito Santo. Mas o maior projeto em andamento nessa área é o de duplicação da capacidade da unidade de Mucuri,na Bahia,da Suzano Papel e Celulose, que deve absorver US$ 1,3 bilhão até 2008 para dobrar a capacidade da fábrica baiana com mais 1 milhão de toneladas de produção, aproximadamente. Já no segmento de papel o maior projeto em curso é o da Klabin, líder nacional na fabricação de kraftliner utilizado na produção de caixas de papelão e sacos industriais, entre outros produtos. A Klabin aprovou em janeiro último um investimento de R$ 1,5 milhão para aumentar de cerca de 700 mil toneladas para 1,1 milhão de toneladas por ano a capacidade da unidade Monte Alegre da empresa, instalada em Telêmaco Borba, no Paraná. Um dos principais objetivos é ampliar a produção de papel-cartão que na unidade passará de 330 mil toneladas anuais para 680 mil toneladas anuais até 2008. Dessa forma a Klabin ficará entre as seis maiores produtoras mundiais de papel- cartão de fibra virgem. Release FORBES Brasil 11-07-06.

segunda-feira, julho 10, 2006

Caima vai entrar na produção de papel

Os planos de crescimento da holding Altri na indústria em que operam a Caima e a Celbi passam pela produção de papel, o que vai exigir o investimento numa nova fábrica reforçando também a aposta na fileira florestal. Adquirida a Celbi numa operação estimada em quase 430 milhões de euros, há que integrá-la com a Celulose do Caima e manter a rota do crescimento.

Citando declarações de Paulo Fernandes, o patrão da Altri e da Cofina assume a intenção de entrar no segmento dos produtores de papel. A aquisição da Celbi, além das sinergias que estimamos obter e que rondam os 80 milhões de euros, abrirá múltiplas oportunidades de crescimento para a empresa em diversas áreas, nomeadamente: na gestão florestal, no aumento da capacidade de produção de pasta (até 2008 pretendemos alcançar as 640 toneladas/ano), na produção energética e em novos mercados, refere o presidente da Altri.

Entre as oportunidades no que classifica de novos mercados - que poderão ser desenvolvidos no médio/longo prazo, ou seja, nunca antes de cinco anos -, Paulo Fernandes refere-se a entrada da empresa no setor da produção de papel. A realização do projeto, contudo, dependerá de alguns pressupostos: a integração dos ativos da Caima e da Celbi (recentemente adquirida à Stora-Enso), obter sinergias quer ao nível da produção quer ao nível da geração de energia.
A integração da Caima e da Celbi precisa ainda de ser aprovada pela Autoridade da Concorrência. E, acrescenta o semanário, este movimento de consolidação colocou nas mãos de apenas dois operadores (Altri e Portucel-Soporcel), a produção de pasta branqueada de eucalipto, um negócio que há dois anos estava dividido por quatro agentes. Release Dinheiro Digital, 07-07-06.

Aracruz registra recorde de produção

A Aracruz Celulose registrou recorde de produção no segundo trimestre, ao produzir 793 mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto. O volume é 17% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, gerando vendas também 17% acima das efetuadas em 2005. Das 793 mil toneladas produzidas de abril a junho, 119 mil toneladas correspondem à Veracel.
O lucro operacional da companhia no segundo trimestre, antes do resultado financeiro, foi R$ 242,6 milhões, 14% superior em relação ao primeiro trimestre de 2006 e 7% inferior ao mesmo intervalo de 2005. O lucro líquido fechou em R$ 230 milhões, ou R$ 0,22 por ação, apresentando redução em relação ao segundo trimestre do ano passado e ao primeiro trimestre desse ano.

A companhia aponta que a redução dos ganhos foi reflexo da variação cambial verificada nestes períodos: R$ 144 milhões, no primeiro trimestre deste ano e de R$ 320 milhões no segundo 2º trimestre de 2005.

As vendas de celulose da Aracruz no segundo trimestre somaram 722 mil toneladas, sendo 608 mil provenientes das unidades Barra do Riacho e Guaíba; 111 mil na Veracel e revendidas pela Aracruz no mercado e 2 mil referentes à 50% das vendas diretas efetuadas pela Veracel.
Em relação ao primeiro trimestre de 2006, houve redução de 3% no volume comercializado, o que a empresa coloca como conseqüência da forte sazonalidade nos três primeiros meses do ano e da necessidade de se aumentar o nível dos estoques antes das paradas para manutenção, que será antecipada para agosto em algumas unidades.

As ações da empresa negociada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) valorizaram 22% no primeiro semestre deste ano, alcançando volume médio diário negociado de US$ 31 milhões.
A Aracruz assinou no final de junho protocolos de intenção com o governo do estado do Rio Grande do Sul e as prefeituras de Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Guaíba e Rio Pardo, para ampliar a atuação da empresa no estado. O objetivo é atingir a produção de cerca de 1,8 milhão de toneladas anuais de celulose e tornar a unidade Guaíba competitiva em nível mundial. O investimento de US$ 1,2 bilhão, caso seja confirmado, colocaria o estado na posição de novo pólo florestal e de produção de celulose. A previsão é de que a nova planta comece a operar entre 2010 e 2015. Release Monitor Mercantil, 07-07-06.